kanye west

Outubro 24, 2008

No credenciamento de imprensa, fotógrafos e cinegrafistas desavisados se frustraram com a notícia da proibição do registro de imagens da apresentação. Pouco depois, o público – modesto em princípio, conseqüência direta dos R$ 250 cobrados pelo ingresso – esperou mais de meia-hora até que o rapper finalmente entrasse no palco. Foram vários alarmes falsos até que surgissem os primeiros acordes de “Stronger”, o maior sucesso de West. Mas antes que a catarse se consumasse, ela foi interrompida. Era o segundo round do jogo psicológico travado por ele com o público brasileiro. Havia apenas uma regra: para participar, era preciso aceitar plenamente os termos do dono da bola. Como em todo regime autoritário, tinha tudo para ser um saco. Mas o jogo foi um clássico. Em duas horas de show, Kanye West ofereceu a São Paulo a elucidação de um dogma repetido por osmose nos quatro cantos do mundo: por que, afinal, ele personifica a quintessência do pop contemporâneo?

link: Kanye West no Tim Festival 2008-+SOMA: SUA DOSE DIÁRIA DE CULTURA INDEPENDENTE!


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